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Sumário
Prefácio, 13
Nota à edição da Haymarket Books, 17
Introdução, 21
por Ernest Mandel
1. Introdução: o autêntico leninismo, 37
1.1. O que o leninismo não é, 38
1.2. Um organismo vivo e suas fases de desenvolvimento, 47
2. O contexto das primeiras perspectivas organizativas de
Lênin, 51
2.1. Dimensões da atividade de Lênin, 53
2.2. A orientação programática de Lênin, 61
2.3. A efervescência da classe trabalhadora russa, 67
3. Um programa revolucionário, uma organização coesa, 79
3.1. Implicações organizativas do programa revolucionário,
79
3.2. Adaptação às condições russas, 88
4. O nascimento do leninismo, 99
4.1. O que fazer?, 100
4.2. O início turbulento do bolchevismo, 112
5. Questões e problemas, 125
5.1. Luxemburg e Lênin, 125
5.2. Comitês revolucionários desvinculados dos trabalhado-
res, 135
5.3. A cisão entre bolcheviques e mencheviques foi "despro-
vida de princípios"?, 139
6. O teste da revolução, 149
6.1. O programa revolucionário, 150
6.2. Revolução sem os bolcheviques?, 158
6.3. O partido ampliado, 168
7. O significado do centralismo democrático, 179
7.1. O centralismo democrático no POSDR, 180
7.2. O centralismo democrático no partido bolchevique, 187
7.3. A "mão de ferro" de Lênin, 192
8. A preparação para a revolução, 197
8.1. Superando o ultraesquerdismo, 198
8.2. A filosofia e o programa revolucionários, 214
8.3. Os bolcheviques se tornam um partido, 227
9. A quase-revolução, 247
9.1. Os trabalhadores-bolcheviques, 248
9.2. O movimento ascendente, 258
10. O partido e a guerra, 269
10.1. O internacionalismo revolucionário, 271
10.2. A atualidade da revolução mundial, 279
10.3. Como funcionava o partido, 288
11. O partido e a revolução, 303
11.1. Derrubando o czarismo sem tomar o poder, 306
11.2. Reorientação, 316
11.3. Diversidade e disciplina, 334
11.4. O partido e as massas na revolução dos trabalhadores,
345
12. Após a tomada do poder, 359
12.1. O Estado, a revolução e a democracia socialista, 360
12.2. A crise do bolchevismo, 372
12.3. A Internacional Comunista, 386
12.4. Uma observação sobre a autoridade de Lênin, 400
12.5. A burocratização posterior a Lênin, 403
12.6. O destino do Komintern, 408
13. Conclusão, 415
13.1 Reflexões sobre o partido leninista, 419
13.2 Problemas do leninismo, 428
Bibliografia, 441
(trecho do prefácio de Ernest Mandel):
O livro de Paul Le Blanc representa uma excelente análise do desenvolvimento da concepção de Lênin sobre o partido revolucionário, desde suas origens até as consequências imediatas da Revolução de Outubro. Esta concepção está dialeticamente relacionada com a ideia marxista da autoatividade e da auto-organização da classe trabalhadora, que Lênin nunca abandonou, nem mesmo na obra _O que fazer?_ .
Certamente, existe um equilíbrio dinâmico entre estes dois elementos constitutivos do pensamento de Lênin. Lênin não foi somente um grande teórico; também foi uma pessoa política eminentemente prática. Muitos de seus escritos tinham um propósito imediato, muitas vezes parcialmente determinado pelas circunstâncias conjunturais. Por vezes, o bastão estava muito inclinado em uma direção, mas, como Lênin era, acima de tudo, um político guiado por princípios, ele sempre inclinava o bastão de volta na outra direção tão logo um balanço sóbrio e equilibrado da fase anterior do debate e da atividade pudesse ser realizado. [...]
Em outras palavras: a necessidade do partido de vanguarda resulta da fragmentação real e cotidiana da classe trabalhadora em relação às suas condições de vida, suas condições de trabalho, seus níveis de militância, seu passado político, as raízes históricas, as etapas de sua formação e outros fatores semelhantes. A necessidade corresponde a um processo necessário de unificação e homogeneização da autoconsciência da classe. Dado o caráter descontínuo da atividade de massas da classe, é ilusório esperar que a unificação ocorra de maneira contínua em sindicatos de massa ou em partidos políticos que abriguem uma ampla minoria da classe. Apenas uma vanguarda poderá alcançar tal unificação com base em um nível qualitativamente superior de atividade contínua.
Ernest Mandel